Na
ocasião, a Polícia Federal monitorava a quadrilha de Matemático havia
cinco meses. Os agentes usavam a espionagem eletrônica – rastreadores e
escutas telefônicas que permitiam saber a localização dos bandidos.
Naquela noite, as informações foram repassadas à equipe da Polícia
Civil, que estava a bordo do helicóptero. A perseguição se estendeu por
cerca de nove quarteirões. Durou menos de dois
minutos. Um trecho de
aproximadamente um quilômetro de extensão virou uma praça de guerra.
Depois da caçada, o traficante foi encontrado morto.
Embora os direitos humanos sempre se
posicionem contra questão do tipo, a grande dúvida da população é
entender se existe limite para caça de um bandido capaz de tomar uma
atitude inconsequente em qualquer hora ou lugar. Enquanto isso o
Ministério Público e até mesmo o programa Fantástico seguem dando mais
ênfase ao afastamento de policiais que colocaram suas vidas em jogo para
tirar mais uma ameaça civil de circulação. Nos Estados Unidos ou em
qualquer país que priorize a segurança da população, independente do ato
a ser realizado, um cidadão responsável por tirar um “matemático” do
mal receberia medalha e ainda seria considerado herói nacional, com toda
justiça, diga-se de passagem.
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