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- Juiz diz que não está descartada a descoberta de novas fraudes no setor de precatórios do TJRN
Postado Por : digo-provo
sexta-feira, 8 de março de 2013
Por Tribuna do Norte
As
dificuldades do setor de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Norte após a descoberta do esquema de fraude operado por Carla
Ubarana não cessaram de forma plena. Segundo dados do Tribunal, foram
utilizados no ano passado cerca de 27% dos recursos disponíveis para
pagamento de precatórios. O Governo do Estado, prefeituras, autarquias,
fundações, etc, disponibilizaram cerca de R$ 100 milhões no ano passado,
dos quais R$ 27 milhões foram repassados para os beneficiários.
As
dificuldades do setor de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Norte após a descoberta do esquema de fraude operado por Carla
Ubarana não cessaram de forma plena. Segundo dados do Tribunal, foram
utilizados no ano passado cerca de 27% dos recursos disponíveis para
pagamento de precatórios. O Governo do Estado, prefeituras, autarquias,
fundações, etc, disponibilizaram cerca de R$ 100 milhões no ano passado,
dos quais R$ 27 milhões foram repassados para os beneficiários.
A lentidão no pagamento, de acordo com o
TJRN, se deve ao excesso de processos pendentes. São cerca de sete mil.
Os pagamentos, justamente por conta das irregularidades do passado não
tão distante, seguem uma rotina rígida, de acordo com o juiz assessor da
Presidência, Raimundo Carlyle. “É preciso verificar processo por
processo porque, à época das fraudes, eram duplicadas guias de pagamento
e o dinheiro gasto com os laranjas. Os pagamentos precisam ser feitos
de forma segura. Nós não podemos errar”, explica Carlyle.
O assessor da presidência explica que as
auditorias realizadas no âmbito da divisão de precatórios foram focados
nos processos com fraudes de pagamentos. “O TCE, o CNJ e a Justiça
fizeram as suas auditorias com foco nos processos onde havia a fraude de
maneira visível. Mas é preciso checar os pagamentos referentes aos
demais processos. Há casos de pagamentos fracionados, onde nem todos os
beneficiários do processo receberam os recursos. Há casos onde consta em
que o beneficiário recebeu, mas na verdade ele não recebeu o dinheiro,
que foi desviado para o esquema”, diz, acrescentando que não está descartada a descoberta de novas fraudes.
Por conta dessas dificuldades, a
previsão do TJRN é de normalizar os pagamentos em junho. “Até lá teremos
uma melhoria nesse trâmite”, projeta Raimundo Carlyle. Além disso, o
Tribunal estuda a adoção do sistema presente no estado de Sergipe, que
automatiza o pagamento. “A demora existe? Existe. Nós estamos
trabalhando para resolver. E vamos resolver”, acredita.
Uma das reclamações mais comuns, segundo
a OAB-RN, é a existência de quebras de ordem e desrespeito à lista de
prioridades, além da demora no pagamento. Segundo Carlyle, realmente
houve a quebra de ordem, mas não por má fé. “De fato, aconteceu, mas por
desconhecimento. Não houve má fé. Acontece que foi pago o precatório e
depois um outro processo que estava em auditoria voltou para o setor.
Esse processo deveria ter sido pago antes”, afirma.
O precatório é o instrumento para
pagamento de dívidas judiciais do poder público. Quando uma prefeitura
ou o Governo é condenada a pagar uma determinada quantia, e essa decisão
foi confirmada em todas as instâncias, é expedido um precatório. Além
do precatório, usado somente em valores mais expressivos, existe a
requisição de pequeno valor para dívidas menores.
A fila para o pagamento dos precatórios
tem tido problemas em todos os estados do Brasil por conta da demora
para se pagar. Os entes devedores pagam anualmente um valor para ser
repassado aos beneficiários da fila. Esse valor é distribuído entre o
Tribunal de Justiça, o Tribunal Regional do Trabalho e o Tribunal
Regional Federal. Cada Tribunal possui uma lista de espera própria.
Segundo fontes da TRIBUNA DO NORTE, o TRT e o TRF não tiveram problemas
para pagar os beneficiários das suas listas.