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Postado Por : digo-provo quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

 

Delegado Normando Feitosa comandou prisão do suspeito (Foto: Rafael Barbosa/G1)A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, no início da tarde desta quarta-feira (6), um comerciante suspeito de ter fotografado o próprio filho, um adolescente de 16 anos, fazendo sexo com uma criança de 12 anos. A menina, segundo o delegado Normando Feitosa, foi ameaçada e obrigada a ir para a cama com o rapaz. O fato aconteceu na cidade de Nova Cruz, distante 93 quilômetros de Natal. A prisão é temporária por 30 dias e foi cumprida por força de mandado de prisão expedido pela comarca da cidade. O suspeito chama-se Joelito Pedro da Silva, de 41 anos.

Proprietário de uma loja de consertos de eletroeletrônicos, o comerciante negou ter obrigado ou ameaçada a menina a fazer sexo com o filho dele, mas admitiu ter feito a foto. Joelito disse que registrou a cena para mostrar à mãe da menina "quem realmente ela é".

A polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no estabelecimento comercial de Joelito. "O objetivo é encontrar outras fotos ou, quem sabe, imagens de outras crianças que possam ter sido vítima dele.

Temos informações que Joelito é conhecido por arrumar namoradas para o filho", disse Normando Feitosa.O delegado afirmou que o comerciante responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Apesar de só o filho ter praticado o ato, Feitosa explicou que aquele que contribui para eventual resultado lesivo responde na medida de sua culpabilidade, quer como autor ou participante. “É o que diz o artigo 29 do código penal”, pontuou.

Ainda de acordo com o delegado, o crime foi praticado em julho de 2012, mas a polícia só soube do ocorrido após a mãe da menina fazer a denúncia. “O comerciante mandou para o celular da mãe da criança uma das fotos que ele fez. A imagem mostra o filho dele e a menina fazendo sexo. Na cena, o rapaz aparece sorrindo, em cima dela, que está semi nua e com uma expressão de medo e constrangimento”, revelou Normando. Ainda segundo o delegado, Joelito Pedro da Silva agia com a conivência do filho. “Ele não foi detido. Mas, como tenho 30 dias para concluir o inquérito, tenho este tempo para também indiciá-lo por estupro de vulnerável”, afirmou Feitosa.
(Foto: Rafael Barbosa/G1)

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