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- Processo da Operação Hígia está pronto para sentença
Postado Por : digo-provo
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Deu no Novo Jornal, por Paulo Nascimento:
A informação foi confirmada pela
secretaria da 2ª Vara na tarde de ontem. As movimentações processuais
registram que o processo está pronto para receber a decisão do
magistrado desde a tarde do dia 15 de janeiro. Todas as partes – réus e
Ministério Público Federal no RN (MPF-RN) – entregaram suas alegações
finais referentes ao processo.
A única peça que faltava para que o
processo fosse concluído era um DVD do reinterrogatório de Jane Alves,
uma das rés da Operação Hígia. Em sentença do dia 8 deste mês o juiz
federal Mário Jambo registra a juntada da gravação ao processo e dava
cinco dias para que a defesa dos acusados pudesse complementar suas
alegações finais. Como nenhuma das partes se manifestou, o processo está
pronto para ser concluído.
A previsão é de que a decisão com as
condenações ou absolvições dos envolvidos na Operação Hígia possa sair
em breve, já que o processo esteve pronto para ser sentenciado
anteriormente e não teriam muitos processos na sua frente na “fila” para
julgamentos.
A reportagem do NOVO JORNAL tentou falar com o juiz Mário Jambo de Azevedo, mas não consegui contato com o magistrado.
A reportagem do NOVO JORNAL tentou falar com o juiz Mário Jambo de Azevedo, mas não consegui contato com o magistrado.
CONDENAÇÕES
Nas suas alegações finais, entregues na
Justiça Federal no dia 21 de maio, o Ministério Público Federal pediu a
condenação de 13 réus e absolvição de Genarte de Medeiros Brito Júnior,
então servidor da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
O MP ainda pediu a concessão de
benefícios para Jane Alves, baseados na condição de delação premiada,
por ter considerado que ela apresentou “esclarecimentos importantes”, e a
extinção da punibilidade contra Anderson Miguel da Silva, assassinado
em 1º de junho de 2011.
Para chegar às conclusões apresentadas
em maio do ano passado, o MPF-RN baseou-se em informações obtidas na
Controladoria Geral da União, interceptações telefônicas, depoimentos na
Justiça Federal e também documentos, agendas e arquivos de computadores
apreendidos na investigação policial, iniciada há mais de quatro anos, e
no decorrer do processo.
De acordo com a Procuradoria da
República no RN, o processo confirma o acordo existente entre
empresários beneficiava a todos, que tivessem ou não contratos com a
saúde pública potiguar, o que foi chamado de “pacto de partilha”. A
combinação foi revelada por Anderson Miguel e Jane Alves durante
depoimento prestado a Justiça Federal.
Durante um dos depoimentos, o empresário
Anderson Miguel afirmou que durante 2005 e 2007 pagou propina para
Lauro Maia, filho da então governadora Wilma de Faria. Os valores,
repassados indiretamente para Lauro, teriam chegado a R$ 3 milhões.