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- ADÉCIO DIZ QUE FALTA COESÃO A BANCADA GOVERNISTA
Postado Por : digo-provo
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
José Adécio: “Bancada governista é acentuada, mas está faltando coesão”
Data: 07 janeiro 2013 - Hora: 18:39 - Por: Ciro Marques
“É claro que serei um deputado aliado ao Governo. A governadora é do
meu partido. O presidente do meu partido (José Agripino Maia, senador), é
um grande aliado da gestão. Sou um ex-auxiliar do Governo (foi durante
dois anos diretor presidente da Centra de Abastecimento do RN, Ceasa). E
acredito que posso ajudar muito sendo um pólo agregador. A bancada
governista é acentuada, mas está faltando coesão”, avaliou José Adécio.
Segundo o novo deputado do DEM, com a sua experiência, poderá
conversar com os parlamentares aliados e opositores para chegar a um
consenso e ajudar a gestão a andar. “Tenho 24 anos de experiência na
Assembleia. Sei conversar com os colegas e tenho o único pensamento de
unir a bancada. O governo tem que conversar, tanto com aliados, quanto
com opositores”, analisou. Nesse aspecto, na lista de “colega aliados”
ainda está incluído os deputados do PMDB. O partido, porém, já anunciou
diversas vezes que em março vai fazer uma avaliação da gestão e poderá
deixar a base aliada do governo.
“Vou fazer o possível para o PMDB continuar aliado ao governo, porque
é um aliado muito importante para a gestão, não só pelos quatro
deputados que têm (Walter Alves, Gustavo Fernandes, Hermano Morais e
Nelter Queiroz), mas também pelas lideranças como Henrique Alves
(deputado federal) e Garibaldi Alves Filho (ministro da Previdência
Social). Porém, a decisão cabe ao próprio PMDB”, avaliou José Adécio.
CEASA
A chegada de José Adécio à Assembleia Legislativa marca também o fim
do ciclo dele como diretor-presidente da Ceasa, cargo que exercia desde o
início da gestão Rosalba Ciarlini. “Avaliou minha passagem na Ceasa
como positiva, até porque ela estava há anos só dando prejuízo e hoje,
finalmente, dá lucro”, garantiu o novo deputado do DEM.
Sobre os próprios feitos na Central de Abastecimento, José Adécio
destacou o rompimento do contrato com a empresa terceirizada que
garantia toda a mão de obra necessária para o local, mas também cobrava
um valor mensal de R$ 234 mil. “Rompemos esse contrato e abrimos
licitação para todo o nordeste, contratando outras três empresas para
suprir essa necessidade que nos proporcionaram uma economia mensal de R$
100 mil”, afirmou.
Além disso, José Adécio destacou o projeto de controle de agrotóxico
desenvolvido na Ceasa e que fez todos os produtos negociados por ela e
levado para supermercados serem totalmente livres desses químicos que
podem ser prejudiciais à saúde.
PROCESSO
José Adécio fez questão de deixar claro na entrevista concedida aO
Jornal de Hoje pela manhã, que não “ganhou o mandato no tapetão”. Isso
porque a participação dele no processo de cassação do deputado Dibson
Nasser foi “mínima”. Afinal, até a Ação de Investigação de Mandato
Eletivo (AIME), que deu origem a cassação, foi ideia dele. Foi na
verdade proposta pelo PRB e, só na reta final do julgamento, absorvida
pelo Ministério Público Eleitoral – e, a partir deste momento, tendo ele
como auxiliar.
Vale lembrar que o pedido de cassação de Dibson Nasser foi originário
de denúncias de irregularidades ocorridas durante a campanha, como os
de concessão de benefícios previdenciários em troca de votos no
município de Areia Branca. Depois, com as investigações do Ministério
Público para a Operação Impacto (que levou a condenação do pai dele,
Dickson Nasser), foram encontrados indícios de doações de recursos para a
campanha realizadas por detentores de cargos comissionados da Câmara
Municipal de Natal (CMN), onde o pai do deputado, à época, exercia o
cargo de presidente da Casa, o que caracterizaria um possível uso do
poder de nomear servidores para direcionar recursos públicos para a
campanha de seu filho; e a realização de doações vultosas para a
campanha por empresas que venceram licitações na CMN, bem como a
prestação de serviços dessas empresas para a campanha, evidenciando que
suas contratações para a campanha estariam ligadas à percepção de
recursos públicos.
“Sempre achei que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por
isso, não discuto o tempo que se levou para cassar o mandato (o processo
chegou ao Tribunal Regional Eleitoral em fevereiro e só terminou de ser
julgado em outubro). Quando a Justiça determinou que eu assumisse,
tinha a opção de fazer isso ou deixar o cargo para o segundo suplente,
então assumi”, explicou.