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- Por que Micarla foi afastada?
Postado Por : digo-provo
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Postado por lauritaarruda |
Com o sigilo do processo decretado pelo
desembargador Amauri Moura não se tinha noção dos indícios de
prova para motivar o afastamento de uma prefeita Micarla de
Sousa, eleita e legitimada pelo povo.
Ontem, o sigilo foi suspenso e a lama veio à
tona. Hoje, o sentimento é outro.
O Ministério Público, antes visto até como
autor de possível excesso com o afastamento, muda de figura. Cautela diante de
tantos indícios de propoina e desvio de dinheiro público.
O papel escrito de próprio punho apreendido com o
então secretário Antônio Luna é um exemplo – revoltante –
disso.
Ali o alvo são contratos para compra de merenda
e fardamento escolar.
As interceptações revelaram repasses de R$ 60 mil para Micarla e o então
marido, Miguel Weber, dos contratos de fardamento escolar; e R$ 80 mil
relativo à compra de merendas para as escolas municipais.
As cobranças eram feitas supostamente em
percentuais de 10%. Luna, considerado pelo procurador o tesoureiro pessoal de
Micarla, mencionava nos diálogos relativos às propinas apontadas como sendo do
fardamento e da merenda as iniciais “M” e “W”, segundo o MPE, Micarla e
Weber.
Os diálogos entre Antônio Luna e Assis Viana são considerados pelo Ministério
Público como a principal fonte de investigação que culminou no afastamento de
Micarla de Sousa.
Toda e qualquer viabilização de recursos em favor
da prefeita eram imediatamente comunicados a Viana, que dava destinação aos
montantes.
Assis fora estrategicamente nomeado coordenador
financeiro da SMS, segundo a procuradoria, para facilitar as transações. As
interceptações telefônicas e a apreensão de aparelhos na operação assepsia
revelaram ainda o forte vínculo de Assis com a chefe do Executivo, a ponto do
mesmo possuir as senhas pessoais de bancos e cartões de créditos da chefe.
* Com informações do Novo Jornal e Tribuna
do Norte